Em causa venda de terrenos para fábrica de cerveja Cintra Câmara de Santarém e Drink-In contestam Ministério Público
O empresário Jorge Armindo, que adquiriu a Drink-In ao Grupo Cintra há um ano, vai contestar a acção cível movida pelo Ministério Público pedindo a nulidade da venda do terreno onde foi construída a cervejeira.
Jorge Armindo, presidente do Conselho de Administração da Drink-In, disse à Lusa que tem "sérias dúvidas" quanto à acção movida pelo Ministério Público (MP), considerando que a própria argumentação "não é isenta de crítica".
Também a Câmara Municipal de Santarém decidiu, numa reunião privada do executivo realizada segunda-feira, contestar a acção de que foi notificada no passado dia 22 de Junho, estando a preparar a argumentação jurídica.
O vice-presidente da autarquia, Ramiro Matos (PSD), disse que "algumas questões quanto a responsabilidades assumidas pela câmara (apontadas no processo movido pelo MP) não o foram de facto".
Jorge Armindo sublinhou que quando adquiriu a empresa, em Junho de 2006, mandou fazer uma auditoria jurídica que provou que todo o processo está dentro da legalidade, estando os terrenos (25 hectares) registados em nome da Drink-In.
O empresário estranha esta acção cível - que pede a nulidade da venda do terreno por considerar que a transacção, a um escudo o metro quadrado, representou uma doação encapotada - quando no país se fazem "n" negócios do género, para atrair investimentos e criar postos de trabalho, frisando que a Drink-In está a laborar e continua a empregar mais de 150 pessoas.
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