Política 19 Jul 2007, 10:56h
Liderança do PS do Cartaxo abre brechas no executivo camarário
Paulo Caldas acusa o seu número dois de “alta traição”

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“Cabala”, “alta traição” e “baixa política” é como o presidente da concelhia do PS e da Câmara do Cartaxo, Paulo Caldas, classifica a intenção do seu número dois no partido e na autarquia em lhe disputar a liderança da concelhia socialista.

Pedro Ribeiro recusou integrar a lista que Paulo Caldas está a preparar para as eleições partidárias que devem realizar-se em Março. E durante uma reunião partidária recente terá manifestado a intenção de liderar uma lista concorrente alegando que tem um projecto político diferente.

Paulo Caldas confessa-se “surpreendido” com a atitude do seu número dois na autarquia e no partido, que já o acompanha há cerca de 10 anos na vida política, e garante que vai retirar desta situação “as devidas ilacções”. Que poderão passar pela retirada da confiança política e dos pelouros ao seu vereador que, até ao ano passado, foi vice-presidente do município. Cargo que actualmente não está entregue a ninguém.

Pedro Ribeiro não está preocupado com as consequências da sua candidatura à liderança da concelhia socialista do Cartaxo, designadamente a possível perda dos pelouros que detém no executivo camarário liderado por Paulo Caldas.

“Sou um homem livre, tenho a minha vida profissional fora da política. E a minha liberdade individual, quando tratamos de ambições colectivas, não tem preço. Se o preço for a perda de pelouros é um preço que pago com todo o gosto. Há valores mais altos”, diz o vereador socialista.

O autarca justifica a intenção de se candidatar com a necessidade de renovação e dinamização da estrutura local do PS. Lembra que Paulo Caldas foi criticado em reuniões recentes do secretariado do partido, designadamente por não reunir os órgãos com a frequência devida e por não ouvir as críticas ali expressas.

Pedro Ribeiro entende também que, no contexto político actual, o presidente da câmara não deve acumular funções com a liderança da concelhia e que deve haver separação entre esses cargos. “Penso que o PS e a Câmara do Cartaxo ficavam mais defendidas se não houvesse essa simultaneidade de funções”, alega.

O vereador socialista garante que por detrás da sua candidatura à concelhia não está qualquer tentativa de assalto ao poder nas autárquicas de 2009 e diz mesmo que “se Paulo Caldas tiver condições políticas e vontade será o nosso candidato”.

 

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