Educação 10 Dez 2005, 11:03h
Politécnico repensa segurança do complexo

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O furto de uma bicicleta junto à residência de estudantes da Escola Superior de Gestão de Santarém fez o Instituto Politécnico repensar o sistema de segurança.

Cerca da meia-noite de 16 de Novembro Paulo Justina, alertado por um amigo, deu por falta da sua bicicleta, no valor de 1.250 euros. Estava presa com um cadeado de aço ao quadro a cerca de cinco metros da entrada da residência de estudantes, onde vive com cerca de mais 100 alunos.

Foi um colega que se apercebeu da presença de dois indivíduos “mal parecidos”, com gorros pretos na cabeça que terão simulado estar a fazer exercício quando passaram perto da bicicleta.

O estudante refere que apesar de haver quatro seguranças – um junto à biblioteca, outro junto à residência de estudantes, outro na portaria e um que dá a volta ao complexo, não se conseguiu evitar o furto.

É que além do acesso principal ao complexo do Instituto Politécnico de Santarém (IPS), com segurança e cancela para carros, existe uma entrada lateral junto à vedação com a Escola Básica 2/3 Mem Ramires. Acesso que, assegura, fica aberto até à uma da manhã durante a semana e até à meia-noite durante o fim-de-semana.

Antes do furto da bicicleta acontecer, Paulo Justina já tinha pedido aos responsáveis pelo complexo do IPS para que a pudesse guardar numa arrecadação grande da residência de estudantes, o que foi negado.

Paulo Justina defende que deve haver um reforço da vigilância no complexo para evitar que aconteçam mais furtos. E apresentou queixa na PSP contra desconhecidos.

O MIRANTE contactou o administrador do IPS que admitiu que possa ser revista a segurança de todo o complexo. Mário Mota referiu que surgiram alguns problemas de controlo das entradas na área do IPS devido à construção da rotunda junto ao Moinho de Fau, que dá ligação ao acesso sul a Santarém.

“Aí há algumas rupturas na vedação mas temos segurança dia e noite. No local onde o furto terá acontecido há um segurança da residência de estudantes que sai à meia-noite e um da biblioteca que ali fica. Os dois espaços são frente a frente”, explica.

Elucidou ainda que apesar dos Serviços de Acção Social e Escola Superior de Gestão terem uma gestão de segurança diferente o assunto será reavaliado. Assim como a possibilidade de encerrar mais cedo o portão lateral que dá acesso da escola à zona da Mem Ramires.

Mário Mota explicou também que não existe espaço físico disponível para guardar bens mais valiosos dos alunos, transportes e outros, mas que o aluno que perdeu a bicicleta deverá fazer uma participação por escrito sobre o sucedido para se apurar de poderá ter direito a uma eventual indemnização pelo seguro.

 

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