Museu Nacional Ferroviário quer ser uma referência internacional
O novo director do Museu Nacional Ferroviário (MNF), no Entroncamento, quer “afirmar o MNF no contexto da museologia portuguesa e da museologia ferroviária internacional”. Jorge Custódio iniciou deste modo o seu discurso de tomada de posse do cargo, que assumiu na manhã de quarta-feira defendendo um museu “onde o património possa interagir com a própria população”.
O responsável referiu que “aceitou o desafio” de dirigir um museu que classifica como “uma vertigem” dado que é composto por mais de 24 mil objectos móveis, incorporados no património museológico, e que “urge descodificar e valorizar para devolver ao público a cultura ferroviária e social” dos caminhos-de-ferro.
Do plano de actividades apresentado para o triénio 2010-2013 destaca-se a produção e apresentação do regulamento interno do MNF e dos respectivos núcleos museológicos e ainda a adesão à Rede Portuguesa dos Museus, uma iniciativa que decorrerá da articulação entre o MNF e os serviços técnicos da Fundação. O plano prevê ainda dar continuidade à construção do Museu, promovendo a ligação entre os espaços actualmente abertos ao público e a Central Eléctrica, uma obra dos anos 20 que deverá ser integrada como espaço público do museu.
Outro dos objectivos passa pela criação da “Porta de Entrada” do MNF, em Lisboa, com uma exposição permanente subordinada ao tema: “Os Caminho-de-ferro e o turismo” com o intuito de dar visibilidade ao museu em todas as suas vertentes. A criação de um novo site do MNF, a colocação de sinalização de referência na A23 e a divulgação da existência do MNF no interior das composições em circulação por todo o país são algumas das estratégias de divulgação do MNF.
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