Sousa Gomes assume pouca democraticidade no processo de localização da nova prisão
“Assumo que a forma como conduzi este processo não foi a mais democrática; a minha vivência politica nunca foi esta”. A declaração é do presidente da Câmara de Almeirim, Sousa Gomes (PS) em relação à forma como foi conduzido o processo de instalação de uma prisão em Paço dos Negros.
O autarca reconhece que não teve outro remédio porque os vereadores da oposição não lhe merecem confiança. E justifica isso se deveu ao facto de ter “a certeza que fariam tudo para prejudicar este processo se soubessem antecipadamente das nossas negociações”. Sousa Gomes abre uma excepção para o vereador Pedro Pisco dos Santos (PSD), “que está a levar por tabela”. Sousa Gomes adiantou ainda que não se trata só de uma questão de falta de confiança nos vereadores da oposição, realçando a falta de respeito que eles manifestam pela sua pessoa e pelo seu cargo.
O presidente explica que “quando o Governo mostra disponibilidade para negociar e pede discrição durante as negociações eu não posso proceder de outra maneira. Também porque havia outros municípios interessados neste projecto e eu não queria perder esta guerra como já perdi outras”.
A câmara alinhou nas negociações mas foi a Junta de Freguesia de Fazendas de Almeirim que liderou o processo e decidiu “depois de ouvir algumas pessoas da freguesia”. “O que assumo é que se tivesse agido da forma considerada normal os vereadores da oposição teriam estragado este negócio que eu acho importante para o meu concelho”, justifica.
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