Central de Cervejas garante estação de tratamento para emergências em Vialonga
Os efluentes que a Central de Cervejas (Centralcer) de Vialonga canaliza para a ribeira de Alverca vão estar sempre dentro da lei, garante a empresa. A construção de um novo reactor para a Estação de Tratamento de Esgotos (ETAR) vai permitir o funcionamento do sistema em permanência, mesmo em caso de avaria. “Sempre que um reactor tenha problemas, o outro está sempre a funcionar”, adianta Nuno Pinto Magalhães, responsável de comunicação da empresa.
A empresa instalada na freguesia de Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira, vai investir quatro milhões de euros na construção da estrutura, com data prevista de conclusão para Abril de 2009. O antigo reactor, que se encontra em funcionamento, vai ser reservado para emergências. “O grande objectivo deste reactor é dar sustentabilidade ao tratamento”, explica Tânia Damião, responsável da qualidade na Centralcer.
O novo reactor, em fase de conclusão, é um depósito fechado onde é feita a decomposição das matérias que sobram da fabricação da cerveja. As bactérias colocadas no recipiente digerem os detritos, num espaço sem ar. Depois de decantada, a matéria orgânica é transferida para um espaço onde, desta vez com ar, outras bactérias destroem os materiais mais resistentes.
A estrutura nova vai permitir tratar 25 toneladas de efluentes por cada ciclo de seis horas, mais quatro que a actual. Do momento em que os detritos entram no primeiro depósito de tratamento até saírem pela conduta para a ribeira, passam cerca de 24 horas.
O tratamento das águas residuais da unidade fabril tem provocado polémica na Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Rui Rei, vereador da coligação “Mudar Vila Franca” relatou em reunião de câmara as queixas de vários moradores sobre “o cheiro e cor da água de correm na ribeira”.
Francisco Vale Antunes, vereador do executivo municipal, garantiu a O MIRANTE que, nas visitas realizadas por técnicos da autarquia à ETAR da empresa cervejeira, “não foi visível a olho nu qualquer fonte de poluição”. O responsável admitiu que “a Central de Cervejas é o principal municiador do caudal da ribeira”, mas recusou relacionar a empresa com as alegadas reclamações. “Não tive conhecimento de queixas da parte da população”, acrescentou.
A Centralcer obteve em 2008 uma licença e certificação em gestão ambiental. Em 2005, uma avaria na ETAR provocou descargas poluentes para a ribeira de Alverca, tendo o caso sido comunicado pela às autoridades.
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