Política 10 Mar 2009, 15:47h
Luís Azevedo não se recandidata em Alcanena

Imprimir ArtigoComentar ArtigoEnviar para um amigoAdicionar aos favoritos

O movimento Independentes pelo Concelho de Alcanena (ICA) vai apresentar listas às próximas eleições autárquicas apesar do fundador do movimento e actual presidente da câmara, Luís Azevedo, já ter anunciado que não se recandidata a novo mandato.

"Não gostaria de sair da política empurrado, por isso decidi sair pelo meu próprio pé", afirmou Luís Azevedo, assegurando que o movimento que nasceu em torno da sua candidatura não morreu e está a preparar a equipa que vai candidatar às autárquicas deste ano.

Luís Azevedo, que em 2001 se candidatou como independente em ruptura com o PS, partido pelo qual fora eleito no mandato anterior, disse que depois de 24 anos de responsabilidades autárquicas (foi vereador com pelouros nos três mandatos anteriores) "chegou o momento" de deixar o lugar "a outras pessoas com ideias novas, diferentes".

O autarca entrou em ruptura com o PS quando decidiu manter a sua candidatura contra a vontade do partido, que em 2001 voltou a escolher Carlos Cunha (que presidira ao município desde 1985, função que deixou para Luís Azevedo ao assumir o cargo de Governador Civil em 1996) para liderar a sua lista.

Em 2001, o PS passou dos 51,5 por cento de votos obtidos em 1997 para o que a actual candidata socialista à autarquia, Fernanda Asseiceira, classificou de "desastrosos 19,3 por cento". A candidatura de Fernanda Asseiceira em 2005 recuperou para os 27,1 por cento, querendo o PS que a actual deputada e vereadora recupere agora a autarquia para o partido. Nas autárquicas de 2005, o ICA elegeu quatro vereadores, o PS dois e o PSD um.

Luís Azevedo disse que nunca devolveu o cartão de militante socialista, que ainda guarda no bolso, e também nunca foi expulso. "A minha relação com o partido não existe", afirmou, considerando que essa postura lhe dá uma leitura "mais desprendida, mais crítica", pelo que, hoje, se sente "menos militante, até por algum desencanto e desconforto pela forma como o Governo tem actuado".

O autarca diz que sai da autarquia com a "consciência de dever cumprido", lamentando apenas que a situação económica dos últimos anos não tenha permitido "embonecar" o seu concelho "Gostaria de deixar o concelho com uma imagem diferente, mas fizemos o que tínhamos obrigação de fazer, nomeadamente no cumprimento de normas da União Europeia quanto à cobertura do concelho em saneamento e abastecimento de água" ou na construção de equipamentos nas áreas social, desportiva e cultural e na prestação de serviços, nomeadamente aos mais idosos, disse.

 

Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção de O MIRANTE.

Comentários   Nome
 
  Email
 
 
Autorizo a eventual publicação na edição em papel do Mirante.  

 

Tem uma história para contar? Conhece alguém que seja alvo de qualquer tipo de discriminação? Contacte-nos.
Para anunciar contacte: dcomercial@omirante.pt

2008 © Jornal O MIRANTE, todos os direitos reservados | Termos de Utilização | Política de Privacidade | FAQ’S | Contactos | RSSRSS

Voltar ao topo