José Saramago revê-se na estátua que o perpetua na sua aldeia natal
"Revejo-me, reconheço-me nela. Sem qualquer dúvida, sem qualquer resistência”. Foi esta a reacção de José Saramago momentos após ter sido tirado o pano branco que envolvia a estátua de bronze que foi inaugurada ao final da tarde de domingo no centro da sua aldeia natal, Azinhaga, no concelho da Golegã
A escultura de bronze, onde Saramago está sentado num banco de jardim, pensativo, a segurar um livro nas mãos, é da autoria do escultor Armando Ferreira, de Alpiarça. Tem uma dimensão superior ao tamanho natural. O Prémio Nobel da Literatura considera que não está a ler mas que interrompeu a leitura “para pensar em alguma coisa”. No livro de bronze estão escritas as palavras que são o princípio de um texto seu sobre a Azinhaga - "A aldeia chama-se Azinhaga…".
A estátua de José Saramago está virada para quem passa pela estrada que atravessa a aldeia, situa-se junto ao pólo da Fundação José Saramago, inaugurada há cerca de um ano.
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