PSD questiona quem representa o Governo Civil de Santarém no 10 de Junho
O PSD questionou o Governo sobre quem representará o Governo Civil de Santarém nas comemorações do 10 de Junho e se aceita que as eleições de domingo sejam asseguradas por um organismo liderado por um governador civil em férias.
Num requerimento entregue no Parlamento, o PSD volta a questionar o facto de o governador civil do distrito de Santarém, Paulo Fonseca, ser candidato à Câmara Municipal de Ourém. Paulo Fonseca já declarou que pediu a demissão ao ministro da Administração Interna, tendo entrado em gozo de férias enquanto aguarda a sua substituição.
“Atendendo à circunstância do Senhor Presidente da República ter escolhido o Município de Santarém para servir de palco - no dia 10 de Junho - às Comemorações Nacionais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, quem estará em representação do Governo Civil de Santarém nessa efeméride? Será que o Governador Civil de Santarém tem de interromper as suas férias e a sua pré-campanha eleitoral de candidato à Câmara Municipal de Ourém?”, questionam os deputados social-democratas eleitos pelo distrito.
O requerimento questiona ainda o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, sobre se aceita que, a três dias das eleições para o Parlamento Europeu, o processo eleitoral de domingo “possa ser assegurado por um Governo Civil liderado por um governador civil que afirma encontrar-se em gozo de férias”.
Nesse sentido, pede que Rui Pereira anuncie, “com a urgência que se exige”, quem vai estar em representação do Governo a acompanhar o processo eleitoral no distrito de Santarém.
“Será um chefe de gabinete? Será um adjunto? Será o governador civil que momentaneamente interrompeu as suas férias e a sua pré-campanha eleitoral em Ourém?”, questionam os deputados.
Os deputados do PSD recordam que já em Setembro de 2008 questionaram o facto de Paulo Fonseca acumular as funções de governador civil de Santarém com as de presidente da Federação Distrital do PS, considerando essa acumulação “censurável do ponto de vista ético e moral”.
|