Economia 30 Jun 2009, 19:13h
Alegações finais adiadas no processo que opõe a Drinkin à tecnológica Novabase

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As alegações finais do processo que opõe a Drinkin, dona da fábrica de cervejas Cintra, à tecnológica Novabase foram hoje novamente adiadas para 14 de Julho dada a junção, à última hora, de um documento ao processo.

O mandatário da Drinkin solicitou a junção de uma minuta/proposta de contrato de fornecimento de serviços para implementação do sistema informático da cervejeira pela Novabase, documento referido ao longo do julgamento por várias testemunhas, mas de que não havia prova documental.

Apesar de datada de 30 de Janeiro de 2002, quando já decorriam os trabalhos de instalação do programa de gestão de recursos da cervejeira, concretizada entre Setembro de 2001 e Novembro de 2002, a minuta "reporta-se exactamente ao fornecimento dos serviços em causa nos presentes autos", disse o advogado, justificando a junção tardia com o facto de só agora o documento ter chegado às suas mãos.

Como o mandatário da Novabase não prescindiu do prazo para se pronunciar sobre a eventual admissibilidade do documento e sobre o seu teor, a juiz do processo decidiu marcar nova sessão para a tarde de 14 de Julho, destinada às alegações finais das partes.

O processo contra a Novabase foi instaurado pela Drinkin em 2004, ano em que o Tribunal de Santarém arquivou um pedido de falência da cervejeira entregue em Outubro de 2003 pela empresa que implementou o sistema informático para gestão de vários sectores da fábrica.

Nesse processo, a Novabase reivindicava uma dívida de 270 mil euros pela instalação do programa de gestão de recursos da fábrica de Santarém, concretizada entre Setembro de 2001 e Novembro de 2002.

Logo nessa altura, a Drinkin alegou que "já tinha pago mais do que devia" à Novabase, assegurando que esta não só não concluiu o trabalho como o que fez "não funciona ou funciona mal".

No processo contra a Novabase, a Drinkin exige ser ressarcida, alegando ainda que a imagem da empresa foi "deteriorada junto de alguns clientes" devido ao pedido de falência, o que se terá reflectido nos resultados de 2004.

Ao longo das sessões de julgamento, as testemunhas arroladas pela Drinkin referiram que o sistema informático instalado não correspondia às expectativas, o que foi contrariado pelas testemunhas apontadas pela Novabase, que refutaram no essencial as acusações.

Construída em 2001 em terrenos vendidos pela Câmara de Santarém a um escudo o metro quadrado, a cervejeira foi vendida por Sousa Cintra ao empresário Jorge Armindo em 2006.

No início de Fevereiro, Jorge Armindo pediu a insolvência da empresa, tendo sido nomeado um administrador judicial que juntamente com a administração da empresa deverá apresentar um plano de viabilidade até ao próximo dia 30 de Julho.

 

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