Política 8 Set 2009, 22:10h
Bloco alerta para "atentado ambiental" no centro de Abrantes

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Dirigentes do Bloco de Esquerda (BE) de Abrantes afirmaram esta terça-feira que “há esgotos a correr a céu aberto no centro da cidade”, alertando para o que consideram ser “um atentado ambiental e um grave atentado à saúde pública”.

Em conferência de imprensa que decorreu no Vale da Fontinha, numa zona urbana coberta por árvores de grande porte e densa vegetação, o mau cheiro atraía nuvens de mosquitos a uma ribeira junto ao rio Tejo.

Em declarações à agência Lusa, Manuel António Lopes, dirigente local do BE e candidato a presidente da Câmara Municipal, sustentou que “o grau de poluição da outrora cristalina ribeira atinge o nível máximo de putrefacção na Tapada do Fontinha, nas traseiras do mercado diário de Abrantes e onde residem largas centenas de famílias”.

“Isto é um esgoto que corre a céu aberto, que escoa sem qualquer tipo de tratamento e configura mais um atentado ambiental e um grave atentado à saúde pública”, afirmou.

Segundo o candidato, a situação “é ainda mais grave porque a vala vai desaguar a montante do açude insuflável”, no espelho de água criado no âmbito do Aquapolis - Parque Urbano Ribeirinho, “uma área que se anuncia como sendo de excelência para a pesca, para o lazer e para banhos”.

Manuel António Lopes disse que vai levar a denúncia à próxima Assembleia Municipal de Abrantes e que, “sendo este um caso de saúde pública o BE pondera também alertar o Ministério do Ambiente para a gravidade deste problema ambiental”.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Abrantes, Nelson de Carvalho, disse que “a autarquia tem feito um trabalho enorme” ao nível ambiental e de saneamento básico “mas não se vangloria de ter uma cobertura a 100 por cento dos casos a resolver”.

“Essa é uma situação que está identificada e está já em fase de projecto para ser resolvida”, afirmou, acrescentando que a solução passará pela construção de um colector que sirva o número de famílias ali residentes.

Segundo disse Nelson de Carvalho, “o processo de quantificação do número de pessoas ali residentes está em curso de modo a construir o colector adequado às necessidades”.

 

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