Sociedade 24 Fev 2010, 06:47h
Câmara quer transformar pista da Giesteira em aeroporto regional para atrair turistas para Fátima

Imprimir ArtigoComentar ArtigoEnviar para um amigoAdicionar aos favoritos

A Câmara de Ourém pretende transformar a pista aérea da Giesteira num aeroporto regional para aviões médios, integrando-o assim numa rede de aeroportos que servem vários santuários internacionais. No entender do presidente do município, Paulo Fonseca (PS), este equipamento iria trazer grandes vantagens em termos turísticos para Fátima. Mas a solução não se apresenta fácil, primeiro porque o aeródromo não está legalizado e porque existe um estudo para a abertura da pista da base militar de Monte Real (Leiria) ao tráfego civil.

Paulo Fonseca refere que existem negociações com o proprietário da pista da Giesteira, a quem cabe apresentar um projecto das construções (incluindo a pista) que nunca foram licenciadas pela autarquia. Entretanto a autarquia tem na sua posse um estudo económico que aponta para a viabilidade de um aeroporto para servir Fátima e já fez chegar um dossier sobre a situação à Secretaria de Estado das Obras Públicas. A autarquia quer aproveitar com esta ideia o facto de o Vaticano ter uma companhia aérea que transporta peregrinos para vários santuários em vários países. “este é um equipamento muito importante porque permite-nos entrar nessas rotas”, esclarece Paulo Fonseca.

A pista tem uma autorização especial e provisória para poder operar na época de incêndios, onde recebe aeronaves de combate aos fogos, mas não está autorizada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil para operar com outros aviões. O presidente da Entidade Regional de Turismo de Leiria/Fátima, David Catarino, considera que é importante haver um aeroporto para servir Fátima, mas diz não defender nem a solução de Fátima, nem de Monte Real. E até coloca a hipótese de também se poder utilizar a pista militar de Tancos (Vila Nova da Barquinha).

David Catarino, que já foi presidente da Câmara de Ourém eleito pelo PSD, considera que o importante “é resolver esta situação, seja em Monte Real ou em Fátima”. Porque, acrescenta, anda-se há décadas às voltas disto. Enquanto estive na câmara fizemos tudo o que era possível para resolver a situação da pista da Giesteira”. O presidente do turismo considera que se Fátima quer ganhar esta aposta tem que trabalhar rápido. E adverte que é preciso que alguém se assuma como promotor do equipamento e assuma a sua gestão. Para o presidente do turismo

Paulo Fonseca a última coisa que deseja é que avance a proposta de adaptação de Monte Real à aviação civil, porque nessa altura “perde-se a oportunidade de Fátima”. Mas apesar de não ter uma preferência, David Catarino diz que na sua opinião pessoal será difícil encontrar-se uma compatibilidade em relação à pista militar no distrito de Leiria. O presidente da Câmara reconhece no entanto que atendendo à situação financeira do município, este por si só não tem capacidade para assumir o projecto. Mas admite todas as soluções que sejam exequíveis, como uma parceria com entidades privadas, a compra da pista por um grupo empresarial, ou outra.

 

Diga o que pensa sobre este Artigo. O seu comentário será enviado directamente para a redacção de O MIRANTE.

Comentários   Nome
 
  Email
 
 
Autorizo a eventual publicação na edição em papel do Mirante.  

 

Tem uma história para contar? Conhece alguém que seja alvo de qualquer tipo de discriminação? Contacte-nos.
Para anunciar contacte: dcomercial@omirante.pt

2008 © Jornal O MIRANTE, todos os direitos reservados | Termos de Utilização | Política de Privacidade | FAQ’S | Contactos | RSSRSS

Voltar ao topo